• COVER ME SQUASH 2017
  • Francisco Spinola em estagio com selecção nacional

Decorrem as inscrições para o primeiro torneio da época Squashística, desta feita com o importante apoio da marca "COVER ME®”, cujos vários espaços na região são conhecidos pela qualidade dos produtos que comercializa, os quais conferem maior proteção e grande "estilo" a todos os telemóveis e tablets.

As inscrições (sign-up) para o "COVER ME® SQUASH 2017" decorrem até às 23h59 do próximo dia 31 de Janeiro de 2017 através do link https://fns.sportyhq.com/xy9kp , podendo para o efeito participar qualquer atleta filiado na FNS.

A prova decorrerá no court do Hotel Madeira Regency Club entre o final da tarde do dia 2 (quinta-feira) a dia 4 (Sábado todo o dia) de Fevereiro.

Salientamos que o pagamento das inscrições será feito no local da prova e é condição obrigatória para a participação do atleta no torneio, pelo que recomendamos que sejam portadores do valor certo, necessário ao respetivo pagamento.

Endereçamos o convite a todos os simpatizantes da modalidade para que compareçam no Hotel Madeira Regency Club, abrilhantando assim com a V/ presença o arranque da época neste "COVER ME® SQUASH 2017"!

A todos os atletas desejamos um Excelente torneio com muito fair-play!

Read More

Decorre este fim de semana (17 e 18 de Outubro/2015), o Estágio de Observação Sub-17, em Abrantes/Tomar. Orientados pelos nosso Treinadores do Gabinete Técnico Junior Nacional (Paulo Mamede e Susana do Valle), participam neste estágio:

Bruno Gomes (Lisboa Racket Centre)

Francisco Spínola (Madeira Squash Clube)

Guilherme Prata (Squash Colégio de Lamas)

Iara Gonçalves (Anadia Squash Clube)

João Romano ( Escola de Squash do Porto)

Leonardo Durães(SquashRoom)

Mariana Martins (Areias de São João)

Simão Neves (Anadia Squash Clube)

Tiago Leite (Proracket)

Num primeiro dia bastante exigente e trabalhoso, os nossos jovens jogadores corresponderam na integra ao plano de treinos proposto.

Um especial agradecimento ao Barbus - Clube de Squash do Vale do Tejo, pelo empenho na organização deste Estágio.

Esta concentração conta com o apoio da Câmara Municipal de Tomar e do Hotel Segredos de Vale Manso.

Read More

Entrevista com Bruno Dias

Image Tivemos o prazer de entrevistar o Presidente da Federação Nacional de Squash, Bruno Dias. Directo e frontal como sempre, coloca o dedo na ferida e aponta o caminho para tornarmos a modalidade cada vez mais importante. Desde já agradecemos o tempo disponibilizado para esta extensa entrevista que nos mostra acima de tudo o que tem sido feito no Squash Nacional.

MSC.: Há quanto tempo está ligado ao Squash? Como começou o squash na sua vida?

Estou ligado ao squash desde 1994, quando experimentei a modalidade como praticante. Na altura experimentei o squash para complementar a prática do ténis e do karaté, pois naquela altura da minha vida tinha-se tornado complicado praticar estas duas modalidades com a regularidade desejada. Acabei por me apaixonar pelo squash, pelo que passou a ser o meu desporto de eleição. Deixei de dar aulas de karaté e o ténis só pratico ocasionalmente.

MSC.: Como começou a ser dirigente na modalidade? Porquê?

Em 1995 tornei-me federado e comecei a participar nos campeonatos regionais e nacionais. Ao fim de algum tempo pareceu-me que os dirigentes da altura não dinamizavam a modalidade o suficiente, sobretudo em termos competitivos e que se gastavam somas enormes em actividades pouco importantes do ponto de vista desportivo. Na altura, a Federação Portuguesa de Squash (FPS) recebia grandes ajudas estatais mas nem sequer havia um circuito nacional oficial para os atletas poderem competir. O dinheiro do estado e dos patrocinadores era gasto em actividades que eu considerava de interesse muito relativo, para dizer o mínimo, como por exemplo, na organização de um Campeonato Europeu de equipas no Algarve, um torneio internacional de exibição na expo98, um circuito nacional de equipas, formações a nível individual, instalações e serviços de secretariado como se se tratasse de uma empresa, etc, etc. Mas, como quase todos os federados que praticavam a modalidade nessa altura, não me apercebia bem da dimensão do problema da má aplicação dos recursos da federação...

Quando em 1996 conheci pessoalmente os dirigentes federativos, ofereci-me para colaborar gratuitamente com a federação onde achassem necessário, eventualmente na informatização de algumas actividades (afinal sou profissional da informática) e na definição de regulamentos desportivos (na altura os únicos regulamentos que havia eram os que eram “cozinhados” para cada evento específico). A minha oferta foi amavelmente recebida mas nunca foi aceite. A situação de descontentamento por parte dos atletas federados foi aumentando com o passar dos meses (sobretudo por falta de competições) e o agravamento da situação financeira da FPS (começaram a surgir as primeiras confirmações de graves irregularidades na utilização dos dinheiros públicos...) acabaram por empurrar um pequeno grupo de atletas, do qual eu fazia parte, a formar um movimento organizativo paralelo para fomentar a competição a nível nacional. Inicialmente este movimento não era de completa ruptura com a FPS mas antes de apoio à competição (uma espécie de PSA portuguesa...).

É claro que, ao fim de algum tempo, as posições extremaram-se e chegamos a concorrer às eleições da FPS em 1997 mas fomos derrotados de uma forma, no mínimo, estranha. Relembro que, na altura, os atletas não tinham direito de voto, apenas os clubes. E, no dia das eleições, a lista da direcção da altura apresentou o apoio de mais clubes do que a nossa lista, sendo que a maior parte dos clubes que os apoiaram tiveram o processo de filiação no próprio dia das eleições e nem sequer tinham qualquer atleta federado (e era indiferente se o clube tinha muitos atletas federados ou nenhum, valiam todos um voto!). Ou seja, rapidamente concluímos que os atletas não tinham qualquer controlo sobre os destinos da modalidade. Decidimos então avançar com a ruptura completa com a FPS e criamos oficialmente o Movimento Nacional de Squash (MNS). Durante algum tempo as duas organizações foram existindo em paralelo até que o MNS acabou por ocupar um lugar de maior importância para o squash nacional do que a própria FPS, que, pouco a pouco foi diminuindo as suas actividades, perdeu os apoios estatais e alguns dos seus dirigentes tiveram processos crime em tribunal por utilização indevida de dinheiros públicos.

No início do século a FPS deixou de estar activa, passando o MNS a ser a única associação realmente representativa da modalidade a nível nacional, apesar de não poder contar com apoios estatais. Nesses primeiros anos do MNS, a nossa luta para dinamizar a modalidade foi muito estafante. Percorríamos o país inteiro a organizar torneios em tudo que era parecido com um campo de squash e, aos poucos, conseguimos reanimar a modalidade na vertente competitiva. O projecto do MNS foi sendo liderado pelo Duarte Figueiredo, pelo José Aguiar e por mim próprio, mas outros deram contributos importantissimos em todas as partes de Portugal continental (infelizmente a falta de apoios estatais nunca nos permitiu estender de uma forma sistemática as nossas actividades para as ilhas).

Em 2005 decidimos tornar o MNS numa federação desportiva, a Federação Nacional de Squash, que é hoje, reconhecidamente por todos os agentes da modalidade em Portugal e no estrangeiro, a instituição que supervisiona todos os aspectos da modalidade a nível nacional. Parte da equipa da direcção do MNS formou uma lista concorrente às eleições da FNS em 2005, integrando outros apaixonados da modalidade e que, achamos nós, poderiam dar um contributo positivo em lugares directivos ou consultivos. Esta lista, encabeçada por mim, venceu essas eleições (aliás foi lista única) e cumpre mandato até Novembro de 2009.

MSC.:  Como presidente da Federação Nacional de Squash, o que acha sobre o actual momento da modalidade? Perspectivas futuras?

O momento é relativamente bom. Atendendo ao nível de apoios que temos (podemos contar unicamente com apoios de patrocinadores privados e das quotizações dos nossos filiados) julgo que a situação da modalidade evolui imenso nesta última década e vivemos, actualmente, um momento particularmente positivo, em que destaco:

- Termos com regularidade programas de formação de treinadores e árbitros;

- Termos um programa muito activo de formação dos jovens e apoio à selecção nacional junior, que, nesta altura, atingiu um nível competitivo internacional acima das expectativas mais optimistas;

- Conseguimos o reconhecimento oficial do Comité Olímpico Português, da European Squash Federation e da World Squash Federation;

- Conseguimos, em 2008, participar no Campeonato Europeu de Equipas Sénior e em 2009 iremos participar em juniores;

- Termos um circuito nacional e um sistema de ranking que atingiu níveis de estabilidade e de qualidade organizativos reconhecidos internacionalmente;

- Terem aparecido circuitos regionais e locais, de sucesso, em vários locais do país, incluindo as ilhas;

- Termos iniciado o processo de candidatura ao Estatuto de Entidade Pública Desportiva (EEPD).

Em termos de futuro tenho esperanças que as sementes semeadas durante a última década possam continuar a dar frutos... E num futuro muito próximo... Termos um número significativo de jovens de grande qualidade a despontar e prevejo uma renovação fantástica e a curto prazo dos actuais melhores atleta nacionais. Mas os sucessos presentes trazem uma pressão imensa para se terem mais resultados.
Os nossos filiados são cada vez mais exigentes, ainda que, à boa maneira portuguesa, pouco informados e com um umbigo muito grande...

É essencial que o processo de candidatura ao EEPD seja coroado de sucesso num futuro próximo, se possível até final de 2009 ou início de 2010. Sem recursos adicionais temo que estejamos nos limites do que é possível fazer. Compreensivelmente muitos atletas julgam que a “desculpa” da falta de apoios serve apenas para justificar não se fazer mais... Infelizmente não entendem que aspectos importantes do desenvolvimento e organização de uma modalidade a nível nacional (sobretudo no que diz respeito à formação, ao apoio a iniciativas locais e regionais e à representação internacional) não podem avançar significativamente sem recursos humanos e financeiros. E nós temos falta das duas coisas. Não temos recursos financeiros nem temos recursos humanos suficientes e que tenham experiência e conhecimentos relevantes de todos os aspectos importantes da modalidade. Não chega ser voluntarioso, é preciso saber o que se faz. E os que temos e estão dispostos a colaborar ou a assumir lugares de responsabilidade na FNS sem serem remunerados, ainda têm que “aturar” de vez em quando críticas injustas e injustifcadas de quem percebe muito pouco da modalidade e apenas aponta soluções magicamente generalistas, descontextualizadas, sem qualquer hipótese de aplicabilidade no squash.

MSC.:  Para quando o tão esperado reconhecimento por parte do IDP? Que benefícios terá a Federação e a modalidade?

Em rigor, as Federações não são reconhecidas directamente pelo IDP. O IDP apenas gere os subsídios estatais às instituições com EEPD. Quem confere este estatuto é o governo (mas, claro, com pareceres eventuais do IDP e do COP). O que nós já conseguimos foi que o IDP reconhecesse a situação particular da FNS e da modalidade que supervisiona, nos ajudasse a delinear a estratégia para a candidatura a EEPD (que na realidade é feita em duas fases, primeiro candidatamo-nos a EEP e só depois a EEPD) e que nos desse algumas garantias de que, mesmo atendendo ao processo tristemente protagonizado pela antiga FPS, muito pouco abonatório para a modalidade, a nossa candidatura a apoios estatais não será, no futuro, prejudicada.

MSC.:  Temos notado que a Federação tem realizado um trabalho notável com os jovens atletas portugueses conseguindo inclusivamente, alguns títulos europeus. Quer falar um pouco sobre esse trabalho?

Os resultados desportivos dos nossos jovens são algumas das razões porque a maior parte de nós, elementos da Direcção da FNS e da Direcção Técnica Nacional, ainda andamos por cá e não sucumbimos ao desgaste produzido pela nossa dedicação...
E esses resultados devem-se sobretudo, quanto a mim, aos seguintes factores:

- À capacidade técnica e de dedicação do Director Técnico Nacional, José Aguiar, que sempre lutou por ir incrementando (em quantidade e qualidade) o apoio aos atletas jovens;

- À coordenação que o projecto da selecção junior tem, desde há um par de anos, e que tem sido uma tarefa específica do José Soares.
Esta dedicação específica tem sido um excelente apoio ao trabalho mais técnico do José Aguiar.

- Ao esforço e dedicação conjunto de técnicos e pais que abraçaram este projecto, dos quais destaco o Paulo Silva (que além disso ainda dá um apoio extra por ser dirigente da FNS), o Paulo Pinto e o André Lima.

- Ao desejo desta Direcção que, unanimemente, sempre colocou este aspecto da sua intervenção como prioritária, mesmo que limitada pelos apoios disponíveis.

- Aos patrocinadores privados que têm permitido tornar o projecto realidade, dos quais destaco a Biosonda, a Rezende Soares e a RZD.Food Department.

- Ao esforço realmente sério, continuado e dedicado dos próprios atletas.

Podemos fazer ainda melhor com mais apoios, nomeadamente públicos. Além disso, esperamos que a nossa candidatura a organizar um torneio do Circuito Europeu Junior de 2010 seja coroada de sucesso pois dinamizará, ainda mais, a modalidade nas camadas mais jovens.

MSC.: Como acha que deve ser divulgado o Squash pelas camadas jovens quando esta é uma modalidade com pouca mediatização? Que planos tem a Federação para divulgar e dinamizar a modalidade noutras zonas do pais?

Não é fácil responder a estas duas questões interligadas... Vamos por partes....

A falta de mediatização deve-se a uma série de factores que não conseguimos controlar directamente mas que passo a enumerar:

- A modalidade não é facilmente televisionável porque não é fácil de se perceber em televisão (ou na internet), a não ser por quem já percebe a modalidade.

- É uma modalidade individual praticada em campos de construção cara e que ocupam muito espaço coberto com rendimento comercial baixo. Em geral, é caro praticar squash por causa dos campos.

- Existe um número limitado de praticantes desta modalidade quando comparada com outras modalidades individuais e, pior ainda, se comparada com modalidades colectivas. Mais limitado é o número se pensarmos no número de atletas que a pratica de uma forma suficientemente competitiva para sair da esfera meramente local para passar a federado.

- É uma modalidade que exige um esforço intelectual considerável para se conseguir assistir a um jogo de squash com interesse desportivo, até porque a arbitragem é muito complexa.

- Não sendo facilmente televisionada não atrai patrocinadores privados a investir quantidades relevantes em publicidade em eventos de squash.

- Como não tem um número de praticantes elevado e porque ainda não temos nenhum atleta que traga “medalhas” nas grandes competições mundiais também não existe qualquer vontade estatal em apoiar a modalidade em níveis relevantes para o seu desenvolvimento nacional nem os mais jovens têm estrelas que admirar e invejar.

- O squash não tem “amigos suficientemente importantes” nem tem um nível de financiamento suficiente para pagar com frequência tempo de audiência nos meios de comunicação social de âmbito nacional.

- O squash tem a competição directa de outros desportos de raquetes com tradições e pergaminhos invejáveis: ténis, ténis de mesa e até o badminton.

- O squash também é, a nível mundial, uma modalidade “low profile”...

Só é mediático quem tem poder financeiro (directo por apoios estatais ou indiretamente por patrocínios e influências), resultados desportivos de topo mundial com alguma consistência, ou quem é vítima de escândalos, sobretudo se forem de corrupção... Portanto, a nossa modalidade vai estando condenada a uma mediatização a nível nacional e mundial muito “low profile”...

Como divulgar e dinamizar a modalidade a nível nacional? Antes de mais, são perguntas que encerram dois aspectos diferentes: Divulgação e Dinamização.

A dinamização deve ser independente da divulgação e está inserida numa coisa mais ampla que costumamos chamar “desenvolvimento” da modalidade. Julgo que o que o MNS fez, e o que a FNS tem feito depois do MNS, é adequado ao desenvolvimento consistente e digno da modalidade. Pode sempre dizer-se que poder-se-ia fazer mais e melhor?... Com certeza. Ninguém é perfeito, muito menos dirigentes completamente amadores com reduzidos recursos mas, no geral, credibilizou-se a modalidade a nível nacional e internacional, conseguiu-se uma estabilidade competitiva assinalável (os regulamentos desportivos e o nível organizacional do circuito nacional de squash é do melhor que se faz no mundo), re-iniciamos a competição a nível de selecções e começam a ver-se os resultados da aposta nos mais jovens. Mais uma vez insisto que uma maior e mais eficiente dinamização tem que partir duma base de recursos financeiros (e não só) que a modalidade nesta altura ainda não conseguiu.

Quanto à divulgação, infelizmente também ela é muito dependente de influências e de recursos financeiros para pagar “tempo de antena frequente” nos orgãos de comunicação social. De vez em quando temos direito a algumas reportagens num ou noutro jornal ou revista nacional, a algumas entrevistas nalgumas rádios regionais ou nacionais, uma ou outra reportagem televisiva em canais por cabo, mas a coisa não é suficiente para se chamar “mediatização”! Alguma vez poderá ser “mediatizado” atendendo aos condicionalismos? Teremos que ser realistas e apontar metas mais atingíveis a médio prazo... Temos que contar com a preciosa ajuda das instituições regionais e locais para promoverem, dentro do possível, a modalidade no seu âmbito, com mais ou com menos ajuda da FNS (nem sempre a FNS pode ajudar como essas instituições querem, ou nem sempre as instituições locais e regionais estão dispostas a receber a ajuda da FNS no formato definido pela própria FNS)...

MSC.:  Squash Regional. Tendo em conta os anos que leva na modalidade, o que pensa sobre o actual momento do squash Regional?

É um pau de dois bicos... Nalgumas regiões temos vindo a assistir a um desenvolvimento correcto da modalidade, sem alardes nem alaridos, mas consistentemente com degraus adequados e com a ajuda institucional da FNS. Noutras regiões temos vindo a assistir ao alheamento das instituições locais em relação à modalidade e o desenvolvimento é parco... Também temos locais em efervescência, com um desenvolvimento que considero “trapalhão” mas que de uma forma ou de outra tem divulgado a modalidade a nível regional, ainda que se contribua pouco para o seu desenvolvimento correcto. A seu tempo também esses pólos de desenvolvimento regional desarticulado darão um contributo mais sério e consistente à modalidade.

Se, por um lado, locais como o Porto, Almada, Mangualde e Braga continuam a dinamizar circuitos locais ou regionais, outros há, como por exemplo Castelo Branco, Figueira da Foz ou o Algarve, que deixaram de ter competições regulares integradas em circuitos. Em Lisboa também continuamos com um défice enorme de competições e eventos organizados em circuito. A cooperação entre clubes/instituições locais na organização de circuitos ou eventos locais/regionais é, infelizmente, muito reduzida.

MSC.:  Madeira Squash Clube – Que opinião tem acerca deste clube? E do site do Clube?

Não posso deixar de destacar a região autónoma da Madeira e das instituições âncora do ressurgimento do desenvolvimento da modalidade nesta região: a Associação de Desportos da Madeira, o Associação Desportiva Galomar e claro, o Madeira Squash Clube. Estas instituições conseguiram interiorizar que o desenvolvimento da modalidade não se faz com certo tipo de alarido mas com eventos sistematicamente organizados, da cooperação entre clubes locais/regionais, com regulamentos regionais emanados e baseados em regulamentos nacionais, com a aposta, dentro do possível, na formação de treinadores e dos jogadores mais competitivos e numa colaboração honesta, desinteressada, nem gratuitamente contestatária nem subserviente com a FNS.

Em relação ao site do MSC, está na linha de alguns sites recentes dedicados à modalidade. É um site atraente e que deve, sobretudo, servir de porta informativa para os sócios do clube. Aliás, em relação aos sites de squash podemos constatar que, em Portugal, felizmente, os sites que são criados vão superando em número e qualidade os que vão desaparecendo. Estes recursos na internet são muito importantes para manter o interesse dos atletas (julgo que têm uma função muito limitada na divulgação da modalidade para quem ainda não a conhece) e que os sites locais ou regionais, de índole mais comercial ou mais pessoal, são óptimos no complemento que oferecem aos sites institucionais como o da FNS que não pode (nem deve) dar-se ao luxo de disponibilizar e manter alguns tipos de conteúdos.